OPERAÇÃO SQUADRE JÁ É BATIZADO DE OPERAÇÃO PADRE COUTO


O delegado da Polícia Federal, Marcelo Diniz Cordeiro, apontou o major Gutemberg, da Polícia Militar como um dos principais envolvidos com milícias responsáveis por mortes de detentos do semi aberto na Paraíba e disse ainda que o oficial da PM é proprietário da empresa de segurança Fator, considerada clandestina.

As revelações do superintendente aconteceu na manhã desta sexta-feira, 9, quando revelou detalhes da Operação Squadre, desencadeada com o objetivo de desarticular grupos de milicianos, compostos por integrantes de forças policiais locais e particulares, que atuavam em todo o estado, realizando segurança privada clandestina com emprego de mão de obra não-habilitada, despreparada e portando armamentos ilegalmente.

Além do major Gutemberg também foram presas mais 30 pessoas, entre elas o capitão Nascimento, também da Polícia Militar e irmão do major; os delegados Edilson Araújo e Alberto do Egito; agentes da Polícia Civil Adailton Cruz e outro identificado por Cesinha e ainda um agente penitenciário, conhecido por Edson.

Além das pessoas presas, a Polícia Federal apreendeu 16 armas, várias munições, documentos e computadores que serão analisados. Os envolvidos com o crime de homicídio podem ser condenados a penas que variam de 24 a 30 anos;O delegado Marcelo Diniz disse que as investigações começaram a cerca de um ano por determinação do Ministério da Justiça, após um encontro que o governador Ricardo Coutinho e o secretário Cláudio Lima quando solicitaram a intervenção da Polícia Federal para investigar os assassinatos de presidiários do regime aberto e também por acerto de contas.

Ele disse que os crimes eram praticados por policiais, as vezes a serviço do tráfico e ainda adiantou que as milícias foram responsáveis pelo assassinato de um cabo da PM e de um atentado a outro militar.

Desde o momento que a Polícia Federal iniciou as investigações, adiantou o superintendente, o número de homicídios diminuiu, pois começaram a ser mapeados os locais mais violentos e os suspeitos começaram a desconfiar e com isso conseguiu sustar a ação dos criminosos.

O secretário Cláudio Lima disse para a imprensa que junto com o governador Ricardo Coutinho procurou o ministro Eduardo Cardozo e solicitaram a intervenção da Polícia Federal para investigar as execuções, pois os bons policiais estavam de mãos atadas pelo envolvimento de companheiros integrantes de milícias.

Cláudio Lima lamentou o envolvimento de policiais com o crime, mas garantiu que a Secretaria da Segurança vai agir dentro da Lei. O coronel Euller Chaves, comandante da Polícia Militar, assistiu a coletiva junto com a imprensa e não prestou declarações.

Na operação, a Polícia Federal utilizou cerca de 400 policiais para o cumprimento a 45 mandados de prisão, 11 conduções coercitivas e 19 mandados de busca e apreensão, totalizando 75 medidas judiciais, em sua maioria na região metropolitana de João Pessoa.

Segundo informações, dois policiais militares não foram presos porque conseguiram fugir quando da chegada dos policiais federais em suas residências na cidade de Bayeux.

A investigação, coordenada pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público Estadual e da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, começou há cerca de um ano e sua execução contou com a participação do COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal) e dos GPIs (Grupos de Pronta Intervenção da Polícia Federal) de diversos estados.

Cardoso Filho

wscom
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Quem é Dema Macedo

O Blogueiro Dema Macedo é Presidente da Asssociação de Moradores no Condomínio Valparaíso no Bessa, em João Pessoa, com ampla participação nas comunidades ao redor e locais do Bessa, faz a ligação do poder público com as comunidades, procurando solucionar os problemas socias, de infraestrutura e apoio familiar. Também participa ativamente do cenário político em em Cuité, município onde nasceu.
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