INQUÉRITO INVESTIGA SE ALUNOS DE DIREITO RIFARAM GAROTA DE PROGRAMA NA PB

Uma rifa para arrecadar recursos a serem utilizados na festa de formatura de estudantes de direito do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) vai resultar em inquérito policial em João Pessoa, segundo a delegada adjunta da Mulher de João Pessoa, Vanderleia Gadi. A rifa, que custa R$ 10, garante ao sorteado o direito a escolher uma acompanhante de luxo de João Pessoa em um site de anúncios sexuais no valor de R$ 400 e uma suíte em um motel da cidade. A foto do bilhete da rifa, compartilhado nas redes sociais, dá uma segunda opção aos interessados que é o de não se valer dos serviços sexuais e embolsar a quantia de R$ 600.

Para a delegada Vanderleia Gadi, não há dúvidas de que a rifa configura a facilitação da prostituição. Ela teve acesso à imagem a partir do grupo de alunos da instituição e a investigação será centrada na identificação da turma e dos organizadores. “Na rifa não há dados, por isso nós vamos começar a investigação para identificar a turma de onde ela surgiu e começar a colher depoimentos sobre o caso”, afirmou.

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Valderleia Gadi explicou que o fato da comissão organizadora se utilizar do serviço da acompanhante de luxo já se configura como favorecimento à prostituição. Ela contou que em 2013 aconteceu um fato similar atribuído a um grupo de alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas não foi possível comprovar e adiantar a ponto de abrir inquérito policial.
A pena prevista para quem favorece a prostituição e lucra com ela, segundo Vanderleia Gadi, está tipificada no artigo 228 do Código Penal. A pena é a reclusão de até cinco anos. O G1 entrou em contato com alguns estudantes da instituição. Um deles, que preferiu não se identificar, disse que a polêmica existe no campus. “Todo ano tem isso. Mas, ninguém sabe nem se é verídico”.
Em redes sociais como Facebook e no aplicativo Whatsapp, o assunto se transformou em debate sobre a rifa e se há configuração de crime na venda dos bilhetes. O professor de direito da Universidade Federal da Paraíba e mestre em direito pela Universidade Católica de Pernambuco, Rinaldo Mouzalas, utilizou a sua conta no Facebook para alertar sobre as penalidades para a exploração da prostituição. "Se aquilo vier a se repetir com sujeito determinado, aí sim teremos a configuração de um crime", explicou.
Muito mais grave do que qualquer fator jurídico é o aspecto moral"
Rinaldo Mouzalas, professor de direito da UFPB
A professora universitária Aurília Coutinho disse que era preciso ampliar uma reflexão sobre que pessoas estão se formando em direito. "Lastimável!!! Me sinto envergonhada enquanto cidadã, professora universitária e pessoa humana... Não se trata de preconceito com a profissão da jovem a ser rifada, mas com o absurdo cometido pelos idealizadores da rifa", desabafou.
Rinaldo Mouzalas disse que a rifa com direito a escolher uma acompanhante de luxo e uma suíte não se configura em crime, mas a advertência é muito maior por conta do aspecto moral. “A gente trabalha para combater a exploração sexual e a exploração sexual de crianças e adolescentes e uma rifa dessas vinda justamente de estudantes universitários é um contravalor aquilo que a gente faz tanta campanha contra. Muito mais grave do qualquer fator jurídico é o aspecto moral. A nossa principal advertência a isso é muito mais moral”, frisou.
Unipê investiga veracidade da rifa
O Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que a instituição só tomou conhecimento do fato na quinta-feira (22) e que está verificando as fontes e a vericidade da notícia que resultou em compartilhamentos nas redes sociais da imagem da rifa. Só após esse procedimento é que a instituição terá condições de se pronunciar.

COM G1 PB

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Quem é Dema Macedo

O Blogueiro Dema Macedo é considerado um líder comunitário dos mais atuantes em sua região no Bessa, com ampla participação nas comunidades ao redor, também foi presidente da Associação de Moradores no Condomínio Valparaíso. Suas ações consiste em fazer a ligação do poder público com as comunidades, procurando solucionar os problemas sociais, de infraestrutura e apoio familiar. Também participa ativamente do cenário político em em Cuité, município onde nasceu.
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