ISEA É ALVO MAIS UMA VEZ DE DENUNCIA : DESCASO OU NEGLIGÊNCIA ?

Segundo informações da mãe da jovem Samara Vieira, dona Severina Vieira, sua filha nunca se queixou de dor alguma durante a gravidez. Após ter dois filhos de partos normais, ela resolveu fazer uma laqueadura e, para isso, decidiu pelo parto cesáreo. A partir daí, uma série de complicações e procedimentos médicos, até o momento inexplicáveis, causaram dor para familiares, amigos e a morte da jovem Samara Vieira. 


Samara Vieira, teve seu parto cesáreo e sua cirurgia de laqueadura marcados por supostas negligências médicas. No último dia 12 de maio, às 19h, no ISEA, ela foi atendida pelo médico obstetra, Rodolfo Rodrigues. Segundo informações da sua mãe, dona Severina, a jovem recebeu a ligação do médico lhe perguntando se havia almoçado, e a orientou que não se alimentasse mais porque sua cirurgia estaria marcada para a noite.

“A gravidez da minha filha não era de risco, ela não teve nada anormal durante os nove meses de gestação. Ela fez todos os exames de pré-natal e estava sempre se cuidando no Posto de Saúde do bairro das Malvinas. Ela saiu daqui muito feliz porque estaria realizando seu sonho de ser mãe de uma menina e, de repente tudo deu errado e não sabemos até hoje o que aconteceu com ela”, desabafou dona Severina.

Procedimento cirúrgico no ISEA

Ao chegar no ISEA, por volta das 19h, como marcado com o médico Rodolfo Rodrigues, Samara Vieira se dirigiu direto para o centro cirúrgico. O médico anestesista realizou o procedimento de aplicação da ráqui. Em seguida, o médico disse a sua equipe que estaria atendendo a uma outra paciente e depois retornaria para tratar da jovem Samara.

Ao retornar para iniciar o procedimento cirúrgico em Samara, o médico cortou-a, mas ao fazer esse procedimento foi parado pela voz da jovem que disse estar sentindo dores e ela pediu que ele parasse. No entanto, o médico disse que ela estaria nervosa, daí pediu que ela levantasse a perna e assim ela fez, ou seja, a anestesia dada antes não teria sido efetiva e/ou suficiente. Esse fato, foi relatado pela própria jovem às amigas ao sair do centro cirúrgico.

Ainda no Centro cirúrgico, após o susto tomado pelo médico, ele chamou a sua equipe novamente e comunicou que seria necessária uma outra dose da anestesia ráqui, o que foi feito com Samara já cortada.

Após aplicada a segunda dose da anestesia, Samara relatou às suas amigas que o médico teria dito ao alguém da sua equipe, que durante o corte atingiu um vaso que não deveria ter sido cortado e questionou sobre qual seria o melhor procedimento a ser tomado. Nesse instante, a jovem notou que já havia perdido muito sangue e questionou o médico sobre o que estaria acontecendo. Dr. Rodolfo disse que ela não se preocupasse que tudo estava sob controle.

Encerrada a cirurgia, Samara foi para a enfermaria onde ficou internada durante três dias. No segundo dia, pós-operatório, uma enfermeira foi retirar a sonda da jovem e notou que havia bastante sangue em sua urina. A profissional perguntou se ela havia tido infecção urinária durante a gravidez e ela respondeu que não.

A enfermeira, então tomou a decisão de aplicar-lhe três soros para limpar a urina. O que teria amenizado a quantidade de sangue, mas não resolvido de fato. No terceiro dia, pós-operatório, Samara recebeu alta médica e foi para casa. Mas ao chegar na sua residência, começou a sentir muitas dores e sentiu que seu estômago e pernas estariam inchando, de maneira anormal, além de estar com febre alta.

Samara resolveu, então ligar para o médico, no sábado (17), para dizer o que estaria sentindo e, por telefone, foi medicada com dipirona e o médico disse que era normal e que iria passar, o que não ocorreu. Segundo informações da sua mãe, dona Severina, a febre e as dores só aumentavam, até que na segunda-feira (19), a jovem já estava sem sentir seu lado esquerdo, não conseguia mais andar e começou a ter dificuldades para respirar.

Foi quando sua mãe ligou para uma amiga de Samara e desesperada disse que sua filha estava morrendo. Ela foi levada às pressas para o ISEA e lá foi feito, a pedido dela uma ultrassonografia que diagnosticou um coágulo de sangue. Ela foi levada a sala de cirurgia mais uma vez, sem que a família soubesse. O caso saiu do controle e ela foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Clipsi, onde passou uma semana, entrou em coma e acabou morrendo.

com chico lobo 
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Quem é Dema Macedo

O Blogueiro Dema Macedo é Presidente da Asssociação de Moradores no Condomínio Valparaíso no Bessa, em João Pessoa, com ampla participação nas comunidades ao redor e locais do Bessa, faz a ligação do poder público com as comunidades, procurando solucionar os problemas socias, de infraestrutura e apoio familiar. Também participa ativamente do cenário político em em Cuité, município onde nasceu.
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