terça-feira, 6 de outubro de 2015

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO: MORTE DE NEGÃO NÃO PODE FICAR NA IMPUNIDADE

A  morte do jovem Silvailson Silva de 25 anos , montador de móveis que foi a óbito no hospital de traumas em Campina Grande na semana passada , após cair da carroceria de uma Montana na Br-104 entre Cuité e Nova Floresta , não pode ficar impune . A empresa de móveis  Icasa que o jovem prestava serviço deve ser responsabilizada.

Uma vida não seria ceifada se a empresa transportasse seu funcionário em local apropriado e móveis ou utensílios em carro fechado ( baú). Essa  foi uma prova inconteste que a empresa não atendeu as normas de segurança de trabalho. 

Informes que até o momento a empresa não tem prestado assistência a família da vitima,  uma ONG em Campina Grande é quem deu apoio a acompanhante de Silvailson ( Negão) no hospital.

A solução desse gravíssimo problema passa pela Educação, Engenharia (dos carros, das ruas e das estradas), Fiscalização e Punição. Empresas como a Decorama em Cuité é exemplo , não coloca em risco a vida de seus funcionários e  o transporte de móveis é feito em carro baú.
Nos últimos dez anos as mortes no trânsito no Brasil  cresceram  mais de 4% ao ano. É inconcebível que um ferimento ou morte de uma pessoa, no trânsito, com culpa razoavelmente comprovada, não tenha consequências imediatas para o seu autor. Os Amigos do Trânsito do Curimataú  é pela  paz no trânsito e clama por Justiça protetiva .   
É um absurdo a vítima ou sua família ficar esperando as respostas da Justiça anos e anos. Formulada uma acusação formal e recebida a denúncia, depois do devido contraditório, neste mesmo ato o juiz, respeitando os princípios da razoabilidade, necessidade e proporcionalidade, já deveria impor uma série de medidas cautelares protetivas e de urgência, tais como suspensão da habilitação, indisponibilidade de bens (para garantia da indenização), reparação provisória dos danos, fixação de alimentos em favor dos familiares das vítimas necessitados.


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