FOLIA DE RUA EM CUITÉ SERÁ O MAIS ANINADO DA REGIÃO

A base do Carnaval, mesmo que não comprovada cientificamente, é encontrada nos cultos agrários do tempo da descoberta da agricultura, com suas danças, máscaras, adereços, orgias e libertinagens. Mais tarde o modelo passou por Roma e Grécia, como uma válvula de escape da nobreza e dos escravos, o culto ao corpo sem culpa.


Porém, foi quando surgiu o conhecido entrudo, na Europa, que a folia tomou formas mais parecidas com a vista nos dias de hoje. Durante festa, que acontecia no período anterior à quaresma, as pessoas jogavam umas nas outras ovos, água e farinha. O hábito traduzia a liberdade, o que ainda marca a festa nos dias de hoje.

No Brasil, era necessário manter a corte e a plebe distraídas. Em busca disso, surgiram as primeiras festas por volta de 1579. O primeiro registro brasileiro é o “Auto das Onze Mil Virgens”, onde é encontrado um modelo semelhante a um carro alegórico. O primeiro desfile carnavalesco, entretanto, ocorreu em março de 1641, na Rua Direita (hoje, 1º de Março, no Centro do Rio). Durante esta celebração, com a presença de dois carros alegóricos, desfilaram diversos homens encapuzados.

O entrudo chegou ao Brasil por volta de 1723, e junto a ele os editais de proibições devido aos desastres ocorridos durante a brincadeira. Os editais nunca foram respeitados. Por volta de 1885 foi acrescido à água a groselha, o vinho, o vinagre e os perfumes. O século XX trouxe uma nova mentalidade para o país, e a sociedade passou a frequentar os corsos, blocos e as grandes sociedades. As seringas e bisnagas foram, finalmente, substituídas pelos confetes e serpentinas.

Em 1825 surgiram os bailes carnavalescos. Inicialmente organizados como festas particulares, logo saíram de cena devido aos altos custos e à veiculação errada de sua imagem, apresentada como orgias sexuais. Por volta dos anos 1850 surge o Zé Pereira, grupo de amigos que saíam às ruas do centro do Rio de Janeiro, ao som de zabumbas e tambores, sendo seguidos por um grande público. Foi o marco das primeiras folias do Momo.

Os cordões surgiram por volta de 1870, como uma evolução do Zé Pereira. Os grupos disputavam seus estandartes —  coroas oferecidas pelos donos das funerárias. Os cordões passavam e faziam suas homenagens aos “julgadores” e suas famílias, caso este gostasse de sua apresentação colocava uma coroa no estandarte do grupo.

Em 1965, com a evolução da folia, os blocos carnavalescos se fortalecem e fundam a Federação dos Blocos Carnavalescos, quando passam a desfilar junto às escolas de samba no sábado, segunda e terça-feira. Em 1987, com o forte crescimento das escolas de samba, os blocos deixam de desfilar, mas tornam-se cada vez mais uma grande força no Carnaval carioca.

Há quatro séculos e meio o povo brasileiro esbanja um espírito alegre e festeiro, extraindo das dificuldades as cores da folia. A festa passou pelo entrudo, os bailes carnavalescos, o Zé Pereira, o corso, banho de mar à fantasia, cordões carnavalescos, grandes sociedades, blocos carnavalescos até finalmente ir parar nas passarelas conhecidas como “Sambódromos”.

Hoje, os quatro dias oficiais da folia são preenchidos por bailes populares, blocos de rua, e grandes festas, entretanto, o desfile das escolas de samba continua sendo o ponto alto de todo o show. A cada ano as disputas ficam mais acirradas, e o desfile, um espetáculo ainda mais bonito aos olhos de quem vê. Um trabalho intenso, confeccionado ao longo de um ano inteiro, com a dedicação e empenho de cada personagem da escola.

fonte: Opinião e Noticia
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Quem é Dema Macedo

O Blogueiro Dema Macedo é considerado um líder comunitário dos mais atuantes em sua região no Bessa, com ampla participação nas comunidades ao redor, também foi presidente da Associação de Moradores no Condomínio Valparaíso. Suas ações consiste em fazer a ligação do poder público com as comunidades, procurando solucionar os problemas sociais, de infraestrutura e apoio familiar. Também participa ativamente do cenário político em em Cuité, município onde nasceu.
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