quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

CUITÉ- O AÇUDE SECO DO CAIS CHEIO DE POESIA

É triste o Açude do Cais com sede,
Sem ter peixes, nem barcos navegando,
Sem ter homens, mulheres lá pescando,

Sem tarrafas, anzóis, iscas e redes,
Sem a chuva pra banhar suas paredes,
E no porão mais profundo só ter lama,
Nas vazantes não ter capim nem grama ,
Nem juritis pra cantar nas madrugadas, 
Pois as aves sumiram em revoadas,
E é por isso que o Cais por chuva clama.


Poeta Aristoteles Pessoa 

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