sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

SEXTA-FEIRA 13 : COMO A PF DESCOBRIU FRAUDE NA CEF A PARTIR DO CELULAR DE CUNHA

Em 2015, a PF fez buscas na residência oficial do então presidente da Câmara
As conversas indicam, segundo a PF, que os caciques peemedebistas e outros investigados obtiveram supostas vantagens indevidas em troca da liberação para grandes empresas de créditos com Caixa.
Com base nessas informações, policiais federais realizam nesta sexta-feira (13) a Operação "Cui Bono?". São sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais no Distrito Federal, na Bahia, no Paraná e em São Paulo. As ordens são da 10ª Vara de Justiça Federal, no Distrito Federal.
Na versão da Polícia Federal, o inquérito tem por objetivo apurar se Geddel, então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, e os demais cometeram os crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.
Em representação enviada à Justiça federal, o MPF (Ministério Público Federal) destaca alguns trechos das conversas entre Cunha e Geddel, com menções nominais a empresas que seriam beneficiárias do esquema. "Os diálogos não deixam dúvidas de que Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha buscavam contrapartidas indevidas junto às diversas empresas mencionadas ao longo da representação, visando à liberação de créditos que estavam sob a gestão da vice-presidência de Geddel (...)", narra trecho.
Em 2012, por exemplo, os dois peemedebistas trocaram mensagens SMS que indicam atuação em favor da empresa Marfrig. Na conversa, Geddel diz a Cunha que "o voto sai hoje", em referência a operações de crédito que estavam em análise.

UOL

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