sábado, 16 de junho de 2018

ATO PELO FUNDEF: SUSPENSO EM CUITÉ PARA NOVA RODADA DE CONVERSA

Na sexta-feira (15), os professores da rede municipal de Cuité se reuniram com o prefeito Charles Camaraense e a categoria resolveu suspender a manifestação mobilizada para acontecer nas ruas de Cuité.   

A queda de braço da Associação  é antiga com o poder executivo, a categoria reivindica o repasse 60% do valor do precatório do Fundef, como prevê a lei do fundo (recurso federal) que ficou retido desde a gestão do então prefeito Dr.Medeiros.
Na gestão da ex-prefeita Euda Fabiana até se tentou lançar mão ao dinheiro, sem sucesso pois o valor que hoje gira em torno de 12 milhões se encontra sob judice em razão de ser usado parte para reparar perda salarial da categoria.
Na reunião ampliada entre a secretaria de educação, prefeito e professores deram um passo para acontecer um acordo, segundo informes o prefeito não nega repassar o valor desbloqueado de 7 milhões, desde que abaixo do percentual de 60%.
Há um ditado no meio jurídico que diz:  mais vale um mau acordo do que uma boa demanda demorada. Ditado verídico, adequadamente interpretado.  A justiça brasileira está abarrotada de processos, por mais que os juízes e servidores se esforcem para agilizar os processos, a lentidão ainda predomina em boa parte dos tribunais.
Se o prefeito bater o pé, tempo é do judiciário e se a categoria também assim o fizer só Deus sabe quando sair uma decisão judicial  . Por outro lado se a classe dos professores sair às ruas o desgaste político reflete na pré-candidata a deputada filha do prefeito, tudo que ele certamente não quer.
Na reunião ampliada na noite desta sexta-feira(15) , o prefeito se mostrou acessível ao diálogo. Para se chegar a um acordo deve ser deixado de lado o componente político e emocional, a razão deve sobrepor diante de outros entendimentos judiciais da mesma causa.  
Vestido de preto, em período junino destoa do festejo. Porém não se pode deixar queimar mais lenha na fogueira e se houver um “acordo” com percentual indenizatório repassado aos professores, o comércio local sairá ganhando também, uma vez que esse dinheiro circulará para aquecer a economia local.



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